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segunda-feira, 16 de maio de 2011

Principais doenças respiratórias e as técnicas

Principais doenças respiratórias e as técnicas


Principais doenças respiratórias e como estas se relacionam com as quatro técnicas alternativas.

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As doenças respiratórias são a 3ª causa de mortes no mundo todo, ganhando da AIDS e só perdendo para as doenças cardiovasculares e os derrames.

Dividimos este capítulo em 3 tópicos gerais:

A- Infecções respiratórias causadas pelos vírus:

resfriado e gripe.

B- Infecções respiratórias causadas pelas bactérias:

sinusite, bronquite, bronquiolite,  pneumonia, meningite, febre reumática, escarlatina, glomerulonefrite, amigdalite, faringite, tuberculose, difteria e (doenças causadas por fungos).

C- Doenças respiratórias que  não  são  causadas  por microorganismos (alergias respiratórias):

rinite alérgica e asma.


A- INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS CAUSADAS PELOS VÍRUS.  (Como as doenças virais se relacionam com as quatro técnicas naturais).

Essas doenças, a priori,  não devem ser tratadas com antibióticos, mas poderão sempre ser prevenidas ou tratadas com as técnicas alternativas citadas. 
A - 1  Resfriados e gripes  (considerações gerais).

Resfriados e gripes são provocados por vírus que são parasitas intracelulares obrigatórios, isto é, dependem das células vivas para se multiplicarem e são  bem menores do que as bactérias.
Os vírus são cerca de cem vezes menores do que as bactérias e não chegam a constituir uma célula como estas. Eles são formados apenas por um ácido nucleico envolto por uma cápsula de proteína e alguns biólogos nem os consideram um ser vivo, pois estes só se comportam como tal quando estão no interior das células. 
Os menores vírus medem  cerca de 10  a  20 nanômetros (1nm=1 milhão de vezes menor do que 1 milímetro), o que já é um fator facilitador da sua entrada no interior das células das mucosas.

Resfriados e gripes são causados por vírus diferentes, assim, os sintomas que causam no organismo também serão diferentes. A grande maioria dos resfriados é provocada pelos rhinovírus e pelos coronavirus, já a gripe é provocada pelos ortomixovirus da influenza dos tipos A, B ou C, sendo que os do tipo A é que provocam as epidemias e pandemias de gripe. 

rhinovírus (rhis=nariz), o mais comum de todos e responsável pela maioria dos resfriados possui, pelo menos, 115 sorotipos diferentes já identificados na natureza, daí a dificuldade em se produzir uma vacina contra o resfriado. Porém, este vírus  confere uma imunidade de mais de dois anos ao organismo e provavelmente, sua ação se restrinja às mucosas das vias aéreas devido ao fato dele crescer melhor a33°C (temperatura da mucosa),  ao invés dos 37°C (temperatura do corpo humano).  
Já o coronavirus, responsável por apenas 15% dos resfriados,  possui  somente dois sorotipos, mas, em compensação, confere uma  imunidade de apenas um ano. 

Como dissemos,  o  vírus da gripe   possui  3 sorotipos básicos identificados, permitindo, assim,  a confecção de vacinas feitas de vírus já mortos e que funcionam como antígenos, provocam a formação de anticorpos (elementos de defesa)  no organismo;  por isso existem vacinas para a gripe e não para o resfriado. 

A- 1.2  Sintomas do resfriado  (após o vírus ter penetrado a membrana mucosa): 

Os sintomas do resfriado são bem mais brandos do que os da gripe e se localizam principalmente no nariz e na garganta. A grande maioria dos resfriados começa pela garganta, passando inicialmente à narina correspondente do lado da garganta afetada.
Às vezes, o resfriado é tão fraco  que congestiona apenas uma das narinas, mas geralmente ambas acabam sendo comprometidas, a não ser que você faça a Reversão (técnica nº3).
Portanto, ao sentir um ponto na garganta ou esta arranhar, procure se precaver logo, principalmente com a técnica nº3 da Reversão: cortando de imediato o frio, agasalhando-se mais, evitando e afastando-se  das intempéries climáticas  e  das causas ambientais.
Aplique também a técnica nº 4 da hiperventilação para debelar a dor de garganta  que normalmente ocorre antes do resfriado. 

No resfriado, a febre, quando existe, geralmente é baixa, mas pode chegar aos 38°C ou um pouco mais, principalmente durante o período inicial,  por isso, ficamos também  muito  mais sensíveis  ao  frio, como na gripe.
Os resfriados duram de 2 a 7 dias, provocando catarro e coriza e geralmente garganta inflamada, mas atenção: o nariz nunca deve ser assoado com muita força para não favorecer as principais complicações bacterianas, as sinusites e otites, que podem aparecer ao final do resfriado e,  por vezes,  devem ser tratadas com os antibióticos.
A  técnica n°1 da exposição da  garganta ao sol debela  o  problema acima,   dispensando os antibióticos ou ajudando a sua ação, mas atenção: esta  técnica, como já enfatizamos,  só deve ser usada para combater o catarro residual  no final da infecção e com a garganta já recuperada, não mais inflamada.

A- 1.3  Sintomas da gripe  (após o vírus ter penetrado a membrana mucosa).

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São bem mais fortes do que os do resfriado e se estendem pelo corpo todo, provocando prostração, abatimento, sensação de mal estar geral, dores musculares e algumas vezes, até dores abdominais, com vômitos e/ou diarréias. Nariz e garganta também são atacados e a febre geralmente é muito alta, podendo chegar aos 40ºC, provocando calafrios, dor de cabeça, tosse e fraqueza. A doença pode perdurar por mais de uma semana.
As gripes, ao contrário dos resfriados, provocam epidemias na população, principalmente nos meses frios, porém podem ser evitadas por meio de vacinas, que devem ser aplicadas em: crianças, idosos, cardíacos, aidéticos, diabéticos, doentes renais, reumáticos, doentes pulmonares e nos agentes da saúde.
Para facilitar a identificação rápida, se é uma gripe ou um resfriado, podemos resumir tudo nos 6 sintomas mais importantes:

SINTOMAS
RESFRIADO
GRIPE
Febre:

ausente ou rara


comum, (39º a 40º C)

Cefaléia (dor de cabeça):
ausente
comum
Mal estar geral:

discreto

comum, severo e duradouro
Faringite (dor de garganta):
comum
menos comum

Secreção nasal:


comum e abundante

menos comum, pouca
Vômito e/ou diarréia:
raro
comum

É importante também diferenciar os sintomas de uma gripe dos de uma amigdalite ou faringite, pois ambas provocam febre alta. 

Nas amigdalites não há quase  corrimento nasal  ou catarro intenso,  mas, geralmente, pontos brancos de pus na garganta. As amigdalites podem  ser  confundidas com as gripes,  no entanto  devem  ser tratadas com antibióticos,  pois são causadas por bactérias, ao contrário das gripes que são causadas por vírus.  Para a antibioticoterapia  no caso das  amigdalites,  recomendamos  sempre  consultar  um  médico. 
Porém, ambas  as  doenças  podem  ser, muitas vezes, evitadas com a técnica nº 3 da Reversão associada à n°4 da Hiperventilação,  se  as  mesmas  forem aplicadas preventivamente,  logo  ao  início  dos  sintomas.

Atenção: somente 20% das dores de garganta são causadas por bactérias, sendo a grande maioria causada por resfriados e gripes, devendo-se então ter sempre o cuidado de não tomar antibióticos desnecessariamente, principalmente as crianças, pelos efeitos colaterais destes. 

A Vacina é contra a contra gripe e não contra resfriados:

A vacina é um bom recurso  preventivo  contra  a  gripe, pois faz com que nosso organismo produza anticorpos contra alguns tipos de vírus da gripe.  Contudo, ela não imuniza o organismo contra todos os vírus, conferindo apenas cerca de 50% de imunização;  sendo assim, principalmente  para os  idosos, além da vacinação anual, estes devem ficar atentos e aplicar a técnica de  nº 3 da Reversão logo aos primeiros sintomas.

Atenção: se você tomou a vacina, você só ficará imunizado para 50%  dos casos  de  gripe  e não do resfriado, que são provocados por outros tipos de vírus  e portanto,  continuará a ficar resfriado normalmentecomo se nunca tivesse tomado a vacina.
Como no Brasil se confunde muito resfriado com gripe, muitas pessoas acham que a vacina não surte  efeito  por  esse  motivo.
De qualquer modo, mais uma razão para complementar a vacina com as nossas técnicas; neste caso, além de pegar menos gripes, pegará também menos resfriados.


A complicação mais séria da gripe é a pneumonia,  descrita mais adiante,  mas outras complicações podem surgir, principalmente nos cardíacos, hipertensos e portadores de problema renais.

A- 1.4 A Técnica da Reversão  (veja o capítulo da técnica da Reversão):

É importante lembrar novamente  que você pode reverter a maior parte dos resfriados ou gripes iminentes, se estiver consciente dos sintomas iniciais e aplicar a técnica da Reversão, normalmente,  associada também à Hiperventilação para combater as dores de garganta  (veja as técnicas e o quadro geral).
Isto é  de grande proveito,  principalmente para os idosos, mais vulneráveis às complicações bacterianas.

Com a aplicação desta técnica, mesmo que o vírus acabe penetrando no organismo este, geralmente,  atuará mais de forma mais branda  e a fase infecciosa será mais fraca, não causando maiores transtornos.
O paciente, com o tempo, estará  cada vez mais consciente de quando e como aplicar  as técnicas e isto é muito importante para a identificação dos sintomas iniciais e do porquê conseguiu  ou não reverter a infecção iminente.

A- 1.5  Sintomas da iminência de um resfriado ou de uma gripe na Reversão.
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Queda da temperatura do corpo, mãos e pés frios,  calafrios nas costas e na barriga e espirros fortes e profundos.
Isto pode ocorrer de forma repentina, principalmente no inverno ou mesmo no verão ou em outras estações,  principalmente na virada do tempo, na entrada de frentes frias. Aplique consciente e imediatamente a técnica n°3 e terá cerca de 80% de chances de reverter o resfriado.

É preciso  enfatizar que, neste ponto, o vírus tendo adsorvido a mucosa, provavelmente alguma carga viral conseguiu ultrapassar  esta barreira  e já consegue produzir alguns sintomas característicos da doença; frio, espirros, queda de temperatura corporal;  no entanto,  tudo isso pode ser revertido  pelo calor.  Ademais, temos sempre  circulando no sangue células especiais, denominadas de  “natural killers”   que, se ajudadas pelo calor,  pelo equilíbrio elétrico  do corpo  e pelo afastamento dos fatores adversos ambientais,  poderão liquidar toda a carga viral.

O vírus da gripe penetra a membrana das células da mucosa através do fenômeno deendocitose, ou seja, a própria membrana celular engloba o vírus com seu capsídeo (ácido nucleico e capa protéica viral)  para o interior da célula, liberando depois, o material genético do vírus   no núcleo celular.
Se  a técnica da Reversão térmica  ou  pelo calor,  (aliada à Hiperventilação do nariz e da garganta)  for aplicada a tempo, o resfriado  poderá ser revertido.

A- 1.6   Conselhos importantes sobre resfriados e gripes e suas relações com as nossas técnicas naturais.

Caso não consiga reverter o resfriado ou a gripe e contraia a infecção, continue  a se manter sempre aquecido, isto é  muito importante  e tente repousar mais; ingira sucos de frutas naturais e evite o vento, o frio e a umidade.
Manter o calor é fundamental, tanto para prevenir quanto para curar e evitar as complicações bacterianas, como as pneumonias e outras.
Não adianta tomar remédios, antibióticos e se expor às intempéries sem agasalhos. Há  registros de pessoas saudáveis e até muito fortes que contraíram um resfriado ou uma gripe  e  faleceram de pneumonia dupla por mero descuido.

Não pegamos mais resfriados no inverno ou nos dias mais frios pelo fato de ficarmos mais  em  aglomerados em ambientes fechados, como é largamente preconizado, mas sim devido ao próprio frio e às instabilidades que favorecem as infecções.
Essa teoria foi criada para explicar  o maior número de resfriados no inverno do que no verão, quando ainda se acreditava que o frio não predispunha a essas doenças, porém, no calor do verão, os aglomerados, festivais etc. nada causam a mais.
Então, mais importante  do que evitar aglomerados é se manter aquecido, pois é muito mais fácil pegar resfriados estando  isolado e  no  frio  intenso  da  serra  limpa  do  que   aquecido e portanto,  protegido,  na  multidão contaminada. 

Gripes e resfriados são doenças do frio, mas podem ser predispostas por desequilíbrios das mucosas também no verão e o  nosso maior aliado contra elas não é somente o repouso, apesar deste ajudar, mas, principalmente, a manutenção do calor corpóreo.
O tempo estável e os dias ensolarados também ajudam não só a evitar essas doenças como também a curá-las pela ação direta da radiação eletromagnética do sol na atmosfera, no solo, nos objetos e no próprio corpo.
Por exemplo: já foi verificado que a parte da areia da que pega menos sol devido à sombra projetada dos prédios  nas praias  contem  uma quantidade de germes muito maior do que a parte que pega sol o dia todo.

Em comunidades especiais e isoladas que vivem em locais muito secos e frios, como os esquimós, pode  até  existir uma situação em que haja uma explosão de resfriados ou gripes durante o verão, como conseqüência das alterações climáticas bruscas, associadas à presença de um novo vírus mutante na comunidade. Entretanto, em condições normais de temperatura e umidade é sabido que o frio é o fator mais agressivo na quebra da resistência orgânica contra os vírus da gripe e do resfriado, seguido das instabilidades climáticas. 

A sensibilidade aos fatores climáticos ou ambientais varia muito de pessoa a pessoa e existem pessoas mais  ou menos resistentes. Contudo, mesmo as mais resistentes acabam contraindo mais  infecções ao se exporem às condições ambientais adversas e muitas acabam se tornando mais cautelosas com a idade.
O fato de estarmos ou não exercendo uma  atividade física também é muito importante com relação aos fatores climáticos; por exemplo: um goleiro estará sempre mais sujeito às instabilidades climáticas do que os jogadores da linha. Então, uma boa maneira de não contrairmos infecções ao sermos surpreendidos pelo frio, chuvas ou outras intempéries é  nos mantermos sempre em atividade física, não ficando parados e aumentando assim o calor corpóreo.

Os vírus da gripe e do resfriado são veiculados normalmente através do ar a partir de portadores assintomáticos ou de pessoas já doentes, através  de espirros ou da própria fala. Mas, podem também ser disseminados a partir de objetos já  contaminados e principalmente, pelas mãos.
Por isso, é muito importante lavar sempre as mãos com sabonete, principalmente ao entrar em casa e antes das refeições.
Crie  este  simples  hábito em sua casa com seus filhos e estará evitando, além das infecções citadas, outras doenças bacterianas e parasitárias perigosas.

A- 1.7  A Febre.

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Após  ter  pego  um  resfriado ou uma gripe, a coisa mais importante a fazer é manter o calor do corpo e você vai sentir que o próprio organismo lhe pede isso, ao alterar a regulagem de seu “termostato”  através do hipotálamo.
Principalmente  durante a  gripe, você vai ficar muito sensível ao frio devido à febre alta, que é uma defesa do organismo para melhor combater o vírus com o calor do corpo. Por isso, a febre não deve ser muito evitada, a não ser quando passar dos 38.5ºC, para aliviar o mal estar geral e proteger o cérebro.

Paradoxalmente, no início da infecção viral temos observado que a temperatura do corpo pode estar mais baixa que a temperatura normal, que se situa em torno dos 36.7ºC.   Normalmente, ela  pode  baixar até 36.3ºC,  facilitando a penetração dos vírus nas células das  mucosas e isto pode deve ser produzido pela própria ação do vírus.  
É exatamente nesse momento que deve ser  aplicada a técnica nº 3 da Reversão. Não temos certeza, mas é possível que  o próprio vírus produza inicialmente esta queda na temperatura, facilitando sua penetração nas mucosas, daí a técnica da Reversão térmica ser tão importante e eficaz neste  momento.  Depois, o calor deve ser mantido até que passe qualquer sensação de frio e comecemos a suar com o excesso de agasalhos ou procedimentos para fazer a reversão.

A- 1.8   A Vitamina C.
  
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Nenhuma vitamina ou mineral isolados são específicos para  combater os  vírus. Após ter contraído um resfriado, o ideal é ingerir bastante líquido,   de preferência sucos de frutas  para fluidificar as secreções e o catarro, a  fim de que estes possam ser melhor eliminados e também para facilitar a movimentação dos cílios da mucosa.
O mineral zinco isolado também não demonstrou ter qualquer eficácia contra resfriados e gripes. 

Ao invés de tomar doses elevadas  de vitamina C artificial, que contém somente a vitamina,  é preferível tomar um suco de acerola ou de laranja, pois estes contém outras vitaminas e ainda sais minerais,  fitoquímicos  e outras  substâncias nutracêuticas (que combatem as doenças)  variadas e importantes.
Essas substâncias agem em conjunto, sinergicamente, como anti oxidantes que atuam nos radicais livres, favorecendo o combate ao vírus do resfriado e da gripe e ainda potencializam a ação da vitamina C e de outras vitaminas.
A vitamina C, apesar de ser um poderoso anti oxidante, não previne ou cura sozinha resfriados e gripes.

Então, para prevenir ou curar resfriados e gripes, prefira ingerir uma ou duas laranjas ao dia ou, por exemplo, sucos de laranja ou acerola frescos,  do  que 1g de vitamina C pura na sua forma medicamentosa, que é quase toda eliminada pelo organismo.
Em seu livro o  Dr. Póvoa nos dá um exemplo interessante, no caso do  brócolis, de como as substâncias denominadas nutracêuticas nos protegem contra doenças: "temos no brócolis  vitamina C,   ácido fólico, cálcio e ferro.  Mas há também o sulfarofano e o indol, que são substâncias que protegem contra o câncer".
Então, dificilmente um remédio artificial será mais rico e saudável do que um alimento natural e isto obviamente se aplica  à  vitamina C isolada ou mesmo associada a um único mineral. Mil vezes o calor e o repouso para prevenir ou curar resfriados e gripes do que gramas de vitamina C artificial, além de sair muito mais barato.

Existe hoje um consenso entre os cientistas de que as vitaminas e os sais minerais devem ser ingeridos através da  alimentação, desde que a pessoa seja saudável, não tenha nenhuma carência  e se alimente corretamente. 
Importante salientar também que os suplementos vitamínicos não são controlados da mesma forma que  os medicamentos,  nem nos EUA. As dosagens recomendadas são apenas estimadas  e existem doenças graves, como a cirrose medicamentosa e outras que pode ser agravadas pelo excesso de vitaminas, fora o trabalho imposto ao organismo para eliminar os excessos.
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A- 1.9  As Injeções.

Não se deve tomar nenhum medicamento injetável  para gripes e resfriados, que estão até proibidos e nenhuma farmácia deveria aplicar injeções no caso de gripes e resfriados, mesmo que a garganta esteja irritada . 
Os  analgésicos, antipiréticos ou antialérgicos  tomados por via oral  estão liberados, mas  na dosagem correta  e  para melhorar o estado geral;  estes funcionam como paliativos.
Como vimos,  os  antibióticos  não fazem nenhum efeito contra os vírus da gripe ou do resfriado  e só devem ser tomados quando houver complicações bacterianas e a conselho médico.

Além disso, nos casos das complicações citadas, ao invés dos antibióticos você poderá utilizar, ao final da infecção e com a garganta já sadia, a técnica nº1  para o tratamento de eventuais   sinusites  ou otites bacterianas. 

A- 1.10  A transmissão dos resfriados e gripes.

Resfriados e gripes são doenças de início repentino e são contagiosas, isto é, os vírus podem ser transmitidos de pessoa a pessoa através de gotículas de salivas ou perdigotos, aerossóis de espirros, por via aérea, pelas mãos ou por material infectado pelos vírus, como lenços, etc.
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Contatos muito íntimos como espirros e beijos na boca com as pessoas infectadas também  facilitam a transmissão de vírus ou bactérias pela alta carga viral ou bacteriana veiculada, mas isso não significa que ficaremos irremediavelmente resfriados.
Cobaias humanos já foram diretamente infectadas com novos vírus mutantes do resfriado e  não contraíram a doença, o que reforça a teoria de que as mucosas íntegras são fundamentais para se evitar a infecção.
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Só para lembrar: as doenças virais da infância,  também transmissíveis pelo ar,  como o  sarampo, caxumba, catapora e rubéola, são todas controláveis através de procedimentos de imunização – a vacinação preventiva.




B- INFECÇÕES RESPIRATÓRIAS CAUSADAS PELAS BACTÉRIAS.
(E como essas se relacionam com as quatro técnicas alternativas):

Consideramos aqui as principais complicações bacterianas relacionadas aos resfriados e à gripe: 

Na ordem: sinusite, bronquite, pneumonia, meningite, febre reumática, escarlatina, glomerulonefrite, amigdalite, faringite e tuberculose.

Estas doenças podem ser tratadas com antibióticos ou quimioterápicos,  conquanto  o  tratamento  venha  sempre acompanhado  de uma   orientação  médica.  Para a  sua    prevenção aconselhamos  as técnicas naturais de n° 1 a 4, citadas.

Consideramos ao final as alergias respiratórias, incluindo a rinite alérgica  e a  asma,  

Finalmente, incluímos um tópico especial sobre os antibióticos, fármacos em geral e a automedicação, devido às conseqüências  envolvidas.
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B- 1  Sinusite.

É a mais comum das complicações do resfriado e  geralmente ocorre ao final deste.
A sinusite é uma inflamação das cavidades dos ossos da face (seios) que se comunicam com a cavidade nasal e provoca dor acima dos olhos e nos maxilares e que se agrava ao abaixar a cabeça, além de produzir catarro ou muco espesso e às vezes mau cheiro.  
É muito comum a sinusite ser confundida com uma rinite alérgica, porém  a  última  não é provocada por microrganismos e não há, portanto, uma infecção, mas sim, apenas uma reação alérgica ao frio, ventos ou  à  umidade.

Falaremos das rinites e alergias mais adiante,  ao final deste capítulo, porém tanto as rinites como as sinusites podem ser bem tratadas com a técnica nº1 da exposição da garganta ao sol, sem precisar o concurso dos antibióticos, que nem sempre conseguem atingir o alvo, além de poder  produzir alguns efeitos colaterais. O tratamento pode também ser associado à medicação com os antibióticos, aumentando as chances de cura. De qualquer forma,  obtivemos sempre  ótimos resultados somente com  a  técnica nº1  aplicada às sinusites e rinites.

B- 2  Otite. 

As otites (dor de ouvido)  ocorrem geralmente no ouvido médio e logo após os resfriados devido à comunicação existente  entre  a cavidade nasal  e o ouvido. Isto se dá  em decorrência do catarro residual do resfriado:  há dor  e, por vezes, ruídos que incomodam.  Nos dois casos  e  a garganta não estando mais inflamada, aplica-se a técnica nº 1.

No caso dos bebês, deve-se tomar muito cuidado no banho para não deixar entrar  água nos ouvidos. As crianças devem aprender desde cedo a tirar a água dos mesmos, após os banhos de piscina ou de mar: deita-se do lado do ouvido atingido pelo ruído da água, introduzindo o dedo indicador no ouvido e vibrando o mesmo lá dentro até aliviar.
Geralmente este procedimento funciona. Em caso negativo, deve-se pingar mais tarde   o remédio apropriado  que absorve a umidade   e evita  as infecções.
Durante os resfriados deve-se  tomar o  cuidado de não assoar com força e constantemente o nariz, o que favorece  às  sinusites  e  otites.

A sinusite verdadeira não deve ser confundida com a rinite alérgica que, apesar de poder apresentar o mesmo sintoma da dor, não  tem catarro com pus ou muco espesso, por não ser provocada por bactérias, mas por agentes alérgenos tais como  o frio,  a poluição, ventos etc., havendo apenas um corrimento claro e líquido.

B- 3  Bronquite e bronquiolite.

É comum, após um resfriado e gripes, o aparecimento de uma inflamação nos brônquios, a bronquite, com o surgimento de  tosse que pode ser catarral ou seca. A tosse seca persistindo   por  mais  tempo,  pode estar associada também a um fator alérgico, mas geralmente, é provocada por bactérias.
Mais adiante tratamos especificamente das alergias respiratórias e da asma.

Em todos os casos de bronquites,  sinusites, otites,  e após um resfriado ou gripe, a técnica nº1  será  sempre recomendada, desde que a garganta não esteja mais inflamada.
Na maioria dos casos evita-se, assim,  ter que tomar os antibióticos. A técnica n°1, além de abreviar a  cura,  apressa o desaparecimento dos sintomas bacterianos ou alérgicos.

Tem sido chamado de "bronquiolite" a inflamação dos brônquios que ocorre em crianças até os 3 anos e principalmente em bebês de 3 a 6 meses no tempo frio e mormente nos prematuros ou nos que não mamaram no peito.
Os sintomas da bronquiolite são: inapetência, tosse intensa, febre baixa, vômitos (crianças), dor de ouvido (crianças), olhos vermelhos (conjuntivite), batimento das asas do nariz  e cianose (cor azulada) no quadro respiratório grave.  Os sintomas geralmente duram uma semana e a respiração tende a melhorar somente após o 3° dia.
Esta doença  é provocada pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que pode ser do grupo parainfluenza, influenza ou o adenovírus e ataca o aparelho respiratório atingindo os brônquios e os alvéolos pulmonares, podendo provocar um comprometimento respiratório grave que pode levar à internação, pela gravidade do quadro.
Nos adultos, a infecção é geralmente leve, assemelhando-se a uma gripe ou um forte resfriado e a contaminação da doença se dá sempre através do ar ou de mãos ou objetos contaminados.
Esta doença ocorre quase que exclusivamente  no inverno ou na entrada de frentes frias, no outono, caracterizando-se em mais  uma doença do frio e as técnicas n° 2 e 3 da fricção e da reversão são altamente recomendadas, já que não existe um tratamento com medicação.
Normalmente se dá apenas a imunoglobulina anti-VSR para ajudar  o próprio organismo a combater o vírus.  Por essa e por outras, recomenda-se sempre a amamentação dos bebês, quando os anticorpos da mãe  são passados para o filho, aumentando assim  a imunização natural  num período em que o sistema imunológico  das crianças ainda está imaturo. 

B- 4  Pneumonia ou Pneumonia pneumocócica   (considerações gerais):
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São as complicações mais graves e comuns dos resfriados e das gripes e ainda, de bronquites, asmas, coqueluches ou após uma doença grave qualquer, como o sarampo. Trata-se de uma doença aguda e repentina, como o resfriado, sendo mais comum em crianças e em idosos acima de 65 anos.

Provavelmente os mecanismos de implantação  dos pneumococos nos pulmões  sejam semelhantes aos que ocorrem nas mucosas nasal e faríngea, a partir de estragos produzidos pelos vírus. Assim sendo, o calor também é fundamental para preveni-la e as nossas técnicas naturais nº 2 e 3  podem ser utilizadas com sucesso.
Já existem vacinas grátis para os idosos, mas não muito eficientes, sendo ainda  o calor  o nosso maior aliado.

B- 4.1  Sintomas da Pneumonia.

Febre alta, acompanhada de calafrios e tremores (pode não haver febre principalmente nos adultos), dor no tórax, falta de ar, tosse, muco amarelo esverdeado, catarro sanguinolento e respiração rápida e superficial, às vezes com chiado.

Atenção: uma criança estando prostrada, com respiração rápida e pouco profunda (mais de 50 por minuto), provavelmente está com pneumonia, mesmo que no momento não haja febre.
Chame um médico imediatamente e vá aplicando as técnicas nº 2 e 3. Se não houver médico na região, vá a uma farmácia e dê o antibiótico específico, de preferência por via oral para não dar reação.

Dados recentes da OMS  indicam que a pneumonia é a infecção que mais mata crianças nos países subdesenvolvidos, e a desnutrição, a falta de cuidados e de higiene são os maiores responsáveis.
As quatro doenças que mais matam crianças de até cinco anos no mundo todo são:pneumonia, 19%; diarréias, 17%; malária 8% e septicemia (infecção generalizada), 10%;  o que perfaz  54% das mortes, o restante ficando com os partos prematuros e asfixia no nascimento, o que  nos dá  um total de  73% dos 10 milhões de óbitos de crianças  a  cada ano no mundo.

A  pneumonia é também a principal causa de morte durante as epidemias ou pandemias de gripe em todo mundo.
Nas epidemias de gripe, apenas 1/3 dos óbitos devem-se propriamente ao vírus, o restante é devido às complicações bacterianas, como a pneumonia.
Portanto, estando um adulto com gripe e febre alta por mais de 72 horas, desconfie também de pneumonia; procure um médico e aplique logo as técnicas 2 e 3, pois quanto mais rápido for diagnosticada a doença, mais chances de salvar o paciente com a antibioticoterapia.

Em todos os casos de resfriados e gripes, os cuidados com a  conservação do calor corporal, principalmente nas crianças e à noite, enquanto dormem, são fundamentais para prevenir as complicações bacterianas que causam  pneumonia e outras doenças respiratórias.  
Recomendamos, então, as técnicas n° 2 e 3 que  serão sempre muito eficazes e estarão sempre ao alcance de todos.
Principalmente nas cidades cuja altitude é elevada, a temperatura à noite pode cair muito. Bebês e crianças perdem calor mais rápido do que  adultos e se não estiverem bem agasalhados e bem nutridos podem desenvolver a doença. Portanto, para estas recomendamos sempre a fricção no peito no caso de tosse e a reversão quando necessária, mantendo sempre o calor do corpo durante a noite.
Já nas regiões litorâneas devemos ficar atentos às frentes frias com vento úmido do mar, que também podem também abrir as portas para a meningite.

B- 5  Meningite  (considerações gerais):

Depois da pneumonia, a meningite é a mais grave complicação de resfriados e gripes. É a doença mais traiçoeira em nosso meio e acomete principalmente  crianças e jovens já resfriados ou gripados.
A bactéria, o meningococo, na maioria das vezes,  se aproveita de um forte resfriado para penetrar a mucosa, geralmente no clima frio,  na entrada de frentes frias e nas mudanças climáticas  bruscas.
A infecção pode ser causada também  por vírus, protozoários ou fungos, mas a forma bacteriana, a meningite meningocócica,  é a mais comum e geralmente a que produz as epidemias de meningite.

Não se sabe ainda exatamente como e porque a bactéria, que normalmente  se encontra  em 5%  da  população, consegue repentinamente transpor  a barreira das mucosas   e  invadir as meninges.   Achamos muito  provável   que a meningite bacteriana  seja também  favorecida  pela ação dos vírus que provocam a infecção inicial, um resfriado ou uma gripe, pois geralmente ela acompanha estes.

B- 5.1  Sintomas da meningite
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Geralmente há um forte resfriado  com excessiva secreção nasal, febre, vômitos fortes, rigidez ou dor na nuca e nas costas; cefaléia forte (dor de cabeça), alterações na pele com petéqueas, (manchas vermelhas ou  roxas e erupções) geralmente na região do peito ou nas pernas e tornozelos. Finalmente,  falta de apetite, falta de ar, apatia, sudorese intensa,  alterações da consciência, convulsões e coma.

Aos primeiros sintomas, procure imediatamente um médico ou um hospital.  Mantenha o corpo do paciente aquecido, aplicando as técnicas nº 2 e 3. Não havendo médico, vá a uma farmácia e ministre o antibiótico específico e mantenha o paciente aquecido. O antibiótico é a  penicilina.  

A taxa de portadores assintomáticos do meningococo na mucosa da garganta pode chegar a  30 % na população sadia, disseminando, assim, a doença principalmente entre as crianças,  o segmento mais atingido da população.
Existem vacinas preventivas específicas, mas não para todos os tipos sorológicos do meningococo e a nossa técnica nº 1 da exposição da garganta ao sol  sempre poderá ajudar a prevenir a doença nos casos de surtos epidêmicos, atuando sem especificidade em quaisquer tipos  bacterianos, pois o meningococo na garganta é sensível ao calor e à radiação.
Porém, uma vez que a bactéria consiga romper a barreira das mucosas e se instalar no organismo,  passando às meninges  e produzindo a doença,  o único recurso que  restará são os antibióticos e/ou quimioterápicos.

Além do meningococo, temos a bactéria Haemophilus influenzae, que causa a maioria das complicações bacterianas das vias aéreas superiores pós resfriados e gripes, como: sinusites, otites, faringites, traqueites e laringites e  também pode causar a meningite e,  em caso de surtos epidêmicos, poderá ser prevenida com antibióticos e/ou  com a  técnica natural n°1.

A  melhor prevenção é então procurar  evitar  os resfriados, gripes e as infecções na garganta, aplicando-se as  quatro  técnicas de acordo com o proposto. Entretanto, ocorrendo  um aumento no número de casos de meningite  bacteriana  em comunidades,  escolas, quartéis, hospitais ou qualquer outro aglomerado populacional, a técnica nº1, da exposição do sol na garganta,  poderá ser aplicada preventivamente como uma opção aos antibióticos ou conjuntamente, pois que existem pessoas alérgicas aos antibióticos, sem mencionar seus efeitos colaterais.  

B-6  Febre reumática, escarlatina e glomerulonefrite  (considerações gerais):

A febre reumática ou reumatismo infecciosoa escarlatina e a glomerulonefritesão infecções das vias aéreas provocadas pela bactéria  Streptococus pyogenes.  Da mesma forma que em outras infecções já vistas, o microrganismo causador se localiza na garganta   e eventualmente pode invadir o organismo a partir de desequilíbrios na mucosa provocando inicialmente  a chamada  faringite estreptocócica.

B- 6.1  Sintomas da febre reumática.

Dor de garganta e febre muito alta.  A dor de garganta pode durar uma semana ou mais e a febre pode ser em torno de 40º C.  Nos casos não tratados, após a fase inicial, advém a fase crônica da doença e a bactéria recrudesce.
Isso ocorre duas ou três semanas após a infecção primária, provocando surtos febris vespertinos, calafrios, inflamação nas articulações e nos músculos involuntários, nódulos sob a pele e, finalmente, degeneração das válvulas cardíacas, caracterizando a febre reumática ou reumatismo infeccioso.

Os portadores assintomáticos podem chegar a 20%. As infecções também incidem mais no clima frio  e a mais comum em nosso meio é a febre reumática, que pode ser prevenida com a técnica n° 1.
Se a bactéria não for bem combatida, pode migrar da garganta e se localizar em outras regiões do corpo, produzindo uma toxina que provoca, principalmente nas crianças entre 3 e 10 anos, uma reação de hipersensibilidade de seu sistema imunológico à toxina bacteriana citada.

No caso da febre reumática, a bactéria inflama as articulações e as válvulas do coração, o que pode depois obrigar o paciente a sofrer cirurgias corretivas. Pode também provocar sinusites, otites, infecção nos pulmões e nas articulações e ainda atacar os rins provocando a glomerulonefrite.

Um médico deve ser procurado para dar orientação e para aplicar o antibiótico específico.  Acreditamos que, no caso dos surtos, a infecção possa  ser prevenida com a técnica n° 1, mas como no caso da meningite, são necessários ainda estudos complementares para  confirmação.
Nos EUA, ocorrem pelo menos 250 mil casos de faringite estreptocócica ou escarlatina por ano, o que pode provocar a febre reumática.
Nos países subdesenvolvidos estima-se que a doença seja responsável por 25% a 50% de todas as afecções cardiovasculares, ocorrendo sempre nos mais jovens e onerando o sistema de saúde pública.

Resumindo: a febre reumática, a escarlatina e a glomerulonefrite são doenças provocadas pelo mesmo microrganismo o Streptococus pyogenes. As três começam com uma infecção, amigdalite ou faringite, que se caracteriza pela garganta inflamada (avermelhada), ocorrendo também um  edema ou intumescimento das amígdalas.
Se houver ainda um “exantema” ou avermelhado da pele que acompanha a faringite, a doença é a escarlatina e se na segunda fase há sangue na urina, está caracterizada a glomerulonefrite dos rins. As três podem ser prevenidas com a técnica n° 1.
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B- 7  Amigdalites e faringites  (dor de garganta):

São infecções das amígdalas ou da garganta provocadas por vários tipos de bactérias e não pelos vírus. Diferentemente de gripes e resfriados, que são causadas por vírus, estas  podem  ser tratadas com antibióticos. 
A grande maioria  das faringites (90%) são provocadas pelo Streptococus pyogenes.

B- 7.1  Sintomas das faringites ou  amigdalites bacterianas

Geralmente provocam febre muito alta (40°C ou mais), , mas é preciso ficar atento, pois somente cerca de 20% das  inflamações de garganta   são provocadas pelas bactérias, devendo-se ter o cuidado para não tomar antibióticos desnecessariamente, pois podem ser causadas por um simples resfriado ou uma gripe.

As infecções da garganta são muito comuns na infância e geralmente são causadas pelo vírus de um resfriado ou de uma gripe.  Neste caso teremos, além da alteração febril, sintomas  tais como: congestionamento nasal, catarro etc.  Os antibióticos só devem ser aplicados caso ocorram complicações bacterianas.

Nas amigdalites a bactéria é geralmente o Streptococus pyogenes beta hemolítico.
Após o surto inicial da doença  ela pode provocar a febre reumática em 3% dos casos não tratados. Os fatores climáticos e ambientais também influem decisivamente nessas infecções: o frio, o vento e a umidade são fatores predisponentes,  sendo  o calor do corpo e o equilíbrio eletrônico das mucosas fundamentais para a prevenção e o tratamento.

Nas amigdalites, faringites ou traqueites já instaladas as melhores atitudes são: evitar falar muito e  em clima frio  manter o corpo aquecido através das técnicas 2 e 3, procurando logo um especialista  em caso de febre alta (sem  os  sintomas  de  resfriado ou gripe).
Novamente,  técnica nº1 da  aplicação do sol na garganta não deve ser  aplicada com  a mesma  inflamada,  mas sim com a garganta saudável.

B- 8  Tuberculose  (considerações gerais): 

É uma doença lenta e progressiva e que geralmente se estabelece no organismo antes mesmo  do aparecimento dos sintomas.  Ocorre nos pulmões, mas pode ocorrer em outros órgãos, sendo que o ser humano é o reservatório quase que exclusivo da bactéria Micobacterium tuberculosis ou “Bacilo de Koch” na natureza.

B- 8.1 Sintomas da tuberculose.
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Tosse crônica persistente e com catarro, principalmente ao acordar, febre vespertina, perda de apetite e de peso, fadiga, mal estar geral e suores noturnos, dores vagas no tórax.
Nos casos mais graves há eliminação de sangue pela tosse, a pele fica pálida e pode até haver rouquidão.

A tuberculose é transmitida pelo ar ou através de objetos contaminados, como lenços infectados ou copos, xícaras e talheres  mal lavados. Além do Micobacterium tuberculosis  há  o Micobacterium bovis, que é um patógeno do gado, mas que  também é  transmitido ao homem através do consumo do leite “in natura”, não pasteurizado ou não fervido.

Existem, atualmente, 10 a 15 milhões de pessoas infectadas pela bactéria só nos EUA, embora a maioria nunca vá desenvolver a doença. São 26 mil novos casos da doença a cada ano e dados recentes sugerem que ela está novamente em ascensão após um período de declínio.  No Brasil,  a doença  se apresenta com cerca de 40 casos por 100 mil habitantes/ano.
Em alguns países subdesenvolvidos, a tuberculose ainda é a principal causa de óbitos, agravada agora pela grande incidência da Aids.

Recentemente, constatou-se que a tuberculose voltou a ficar fora de controle na África, cujos casos têm aumentado num percentual de 4% ao ano e isso se deve principalmente à infecção combinada ao vírus da Aids. 
De acordo com a OMS, em 2003, 1,7 milhões de pessoas morreram da doença no mundo todo e o Brasil está incluído na lista dos países mais afetados.  Existem ainda focos preocupantes da doença em prisões e hospitais onde cepas bacterianas mais resistentes podem se desenvolver.

A bactéria da tuberculose se aloja nos alvéolos pulmonares e evolui lentamente.  Após um mês, a sua presença já pode ser evidenciada pelo teste da tuberculina (P.P.D.). Se o teste der positivo em 48 horas, significa que a pessoa já foi infectada pela bactéria, mas isso não quer dizer que já esteja ou que vá ficar doente, mas sim, que entrou em contato com o microrganismo.
A infecção primária pode passar despercebida até que um exame radiológico diagnostique a doença.  Só com a evolução desta aparecem os sintomas já descritos, mas nas crianças a positividade ao teste já é sinal de alerta, pois a incidência da doença é maior nelas e nos adultos jovens.

É necessário tratamento médico, pois o bacilo forma tubérculos encapsulados nos alvéolos pulmonares e se um vaso sanguíneo se rompe, este pode invadir a corrente sanguínea sendo transportado para todo o corpo, formando tubérculos em outros locais. A morte sobrevém quando há danos suficientes nos pulmões ou em outros órgãos vitais do organismo.
Existem muitas reincidências da doença devido às dificuldades do tratamento, que dura mais de um ano e é feito com agentes antimicrobianos.

Antes do advento dos antibióticos ou de quimioterápicos específicos, o tratamento da doença consistia em manter o paciente em clínicas especializadas (sanatórios), geralmente situados em locais altos e de clima seco e saudável e a Suíça era o país que oferecia as melhores condições.
No Brasil  havia também ótimos locais, mas um dos segredos do tratamento era a helioterapia, ou seja, a exposição do paciente à ação benéfica do sol.
Com o surgimento dos antibióticos, essa prática quase desapareceu, entretanto  recomendamos  a  radiação solar  preventiva  através da técnica nº 1 da exposição da garganta ao sol.

B-9  Difteria.

A difteria é causada pelo bacilo diftérico ou Corinaebacterium difteriae, que é uma bactéria que também se localiza na faringe e produz uma toxina que necrosa os tecidos, além de  fabricar uma falsa membrana que, num estágio avançado da doença, pode vir a bloquear a traquéia, sufocando a vítima. 
A exotoxina circula no sangue, atacando os rins, o sistema nervoso e o coração e a doença é típica de climas mais temperados ou frios, cuja  taxa de portadores assintomáticos é de 5% a 10% nas áreas endêmicas. 
Porém, esta doença, que já foi muito comum nos EUA e na Europa,  quase não mais ocorre devido aos antibióticos e à vacinoterapia.
No Brasil, a doença é muito rara  e  da mesma forma que  as  doenças bacterianas da nasofaringe, poderá em  casos isolados ou   em surtos epidêmicos,  ser prevenida com a aplicação da técnica nº 1 da radiação solar na garganta.

B-10   Doenças causadas por fungos.

Observação: por serem doenças relativamente  raras, incluímos as doenças respiratórias  causadas pelos fungos no capítulo das doenças bacterianas e fizemos apenas uma rápida abordagem sobre o assunto.

Várias infecções das vias aéreas  inferiores (pulmões) são causadas pelos fungos transmitidos pelo ar, que são encontrados no solo ou na vegetação morta.
Os esporos (formas resistentes)  ou fragmentos de hifas  são  inalados ou podem ainda entrar no corpo por intermédio de um ferimento ou de  uma lesão na pele, podendo causar infecção nos pulmões.  Eventualmente, se espalham pelo corpo e produzem uma infecção generalizada que normalmente é muito perigosa.

Felizmente, possuímos boa resistência contra os fungos, a não ser quando estamos debilitados por alguma doença como a AIDS, tuberculose, câncer, diabete e leucemia.
Como esses fungos se localizam geralmente nos pulmões, fica difícil sua prevenção com as nossas técnicas, porém podemos, no caso da inalação das hifas, que são menos resistentes  do  que os esporos,  utilizar a  técnica n° 1 preventivamente, enquanto estas  ainda estiverem localizadas na mucosa da garganta.

As  doenças  causadas  por  fungos  mais comuns são: Histoplasmose, Blastomicose, Criptococose e as Coccidioidomicoses.


C - DOENÇAS RESPIRATÓRIAS TRANSMITIDAS PELO AR  E  QUE NÃO SÃO CAUSADAS POR MICROORGANISMOS - ALERGIAS RESPIRATÓRIAS.


Alergias respiratórias, rinite, asma e bronquite asmática: considerações gerais e suas relações com as nossas técnicas naturais.

O sol é o maior antialérgico que existe e nenhum ácaro resiste a ele.
As pessoas mais alérgicas devem sempre que possível colocar lençóis e fronhas ao sol ou pelo menos deixar que a radiação solar  penetre no  quarto.
Os ácaros sobrevivem captando água da atmosfera e quanto mais escuro e úmido for o ambiente melhor para eles.
Sol e tempo seco são melhores que qualquer aparelho para eliminá-los e a técnica n°1 é especial para isso, pois descongestiona as vias respiratórias, aumentado a ventilação nas vias aéreas superiores, além de aquecer e equilibrar o trato respiratório.

Como vimos, os cômodos devem ser mantidos fechados somente  no tempo chuvoso ou úmido, e durante o tempo seco e  ensolarado deve-se arejar bem  o  quarto  durante o dia,  principalmente  durante o inverno,  procurando deixar a roupa de cama exposta ao sol da manhã.
Durante a noite, a pessoa deve sempre se proteger do frio e da umidade excessivos.

Na rinite alérgica não há infecção por microrganismos; e há somente desconforto pelo corrimento nasal, coceira e espirros. Evite coçar ou espremer o nariz, o que provoca maior reação alérgica. 
A rinite é uma inflamação da mucosa do nariz e ocorre em quatro entre dez pessoas, adultos e crianças. As causas são variadas: frio e umidade excessivos, poeira, poluição, produtos químicos irritantes, pólen de plantas e alimentos.
Existe ainda a rinite medicamentosa, pois as pessoas costumam usar medicamentos nasais em excesso.
Os sintomas da rinite são: prurido ou coceira nasal, obstruçao nasal (nariz entupido)  corrimento nasal  (coriza), espirros, olhos lacrimejantes, olfato prejudicado  e  dores de cabeça. 
O ar condicionado também pode provocar reações alérgicas em pessoas sensíveis, mas raramente produz infecções, a não ser por fungos e  quando  os filtros  se encontram empoeirados. Normalmente somos bastante resistentes aos fungos. 
Qualquer ventilação  direta (como  por ventiladores)  também pode desequilibrar eletricamente o corpo e  as mucosas e os ventos muito frios podem desencadear uma rinite ou sinusite, além de problemas nos nervos faciais.

A principal medida a ser tomada é  afastar-se ou proteger-se dos fatores desencadeantes das alergias e dos desequilíbrio elétricos do corpo: poeiras, ácaros, ventilação direta, poluição, frio, frentes frias, umidade, ventos e  correntezas.  No caso, as técnicas naturais de 1 a 4  podem ser  utilizadas para prevenir ou para debelar a alergia, principalmente a mais comum, provocada pelo frio e pela umidade excessiva.

Existe uma ciência nascente que associa os fatores climáticos às dores articulares, reumatismos, dores de cicatrizes ou cirúrgicas. Cada vez  mais se relaciona  o clima  às doenças infecciosas, alérgicas  e às dores reumáticas e articulares, que parecem ter um ponto em comum,  além das suas  causas intrínsecas - o fator ambiental.

Nas bronquites alérgicas, além de todas as causas citadas, temos o cigarro como o grande  fator desencadeante.
A asma tem um componente genético ou congênito, mas  pode ser sempre agravada ou desencadeada pelo frio, fumaça, poluição, poeiras, ácaros, pêlos de animais domésticos  e até pelo ar mais frio e rarefeito,  ou  mesmo  por  fortes  emoções.

Há relatos de  casos fatais com excursionistas asmáticos.  Estes  devem se proteger bem antes de se aventurarem pelas montanhas. Nesses casos, as técnicas naturais de 1 a 4 podem minimizar situações desagradáveis,   salvando vidas, principalmente as técnicas  2  e 3  da Fricção e da  Reversão.

Os distúrbios elétricos favorecem a ação dos agentes alérgicos,  desequilibrando a membrana mucosa das vias aéreas.  As moléculas dos agentes irritantes (alérgenos),   ligam-se  mais facilmente às moléculas do tecido epitelial mucoso em condições climáticas favoráveis.
As infecções das vias aéreas, resfriados e gripes, mais comuns no frio, predispõem  também às alergia  e  aos ataques de asma devido à irritação do aparelho respiratório e ao congestionamento, principalmente em crianças. Logo, todas as atitudes que previnem as infecções são indicadas para se evitar as crises de asma.

A asma:

Existem cerca de 20 milhões de asmáticos, só no Brasil,  quer dizer, 10% da população e as crianças representam 25% do total e que são obrigados a controlar a doença, fazendo uso de  medicamentos corticóides orais e esteróides inalantes, que com o tempo  podem se tornar perigosos. A asma é responsável por 23 % das faltas escolares a cada ano.

O sintomas da asma são: tosse, falta de ar, chiado e aperto no peito e os principais fatores que provocam as crises são: mudanças bruscas de temperatura, frio, poeira doméstica, cigarro e poluição atmosférica. 
A doença não tem cura e deve ser controlada  

As técnicas da Fricção, da  Exposição da Garganta ao Sol,  e da Reversão   devem ser usadas preventivamente e certamente poderão fazer diminuir  o número de óbitos que ocorrem anualmente  (cerca de 180 mil no mundo  todo e 2 mil  só  no Brasil),  além de restringir   a  utilização dos fármacos  e  das   inalações  e  seus   efeitos  colaterais.


O mundo dos micróbios.

Convivemos em equilíbrio com as bactérias, vírus e outros microrganismos.  Só no intestino carregamos cerca de 50  trilhões  de bactérias,  a  grande maioria útil e fundamental à nossa saúde, sendo que, no corpo de um  homem  adulto existe   até 100  trilhões de bactérias  de, pelo menos,  mil espécies diferentes.   Além disso, entramos constantemente em contato com milhares de outros micróbios   através  do ar,  da poeira  e  dos objetos.  
Na verdade, não devemos nos preocupar exageradamente com o  asseio, com práticas de limpeza  excessivas,  como veiculam  os meios de comunicação,  a  não  ser naqueles ambientes ou situações específicas,  que exijam esses procedimentos.  Há quem diga hoje que, nós mamíferos,  existimos  e evoluimos  apenas para albergar  esses  microrganismos 
Nos primórdios da vida, as bactérias abriram os  caminhos metabólicos para que, muito tempo  depois, pudéssemos sobreviver bem adaptados aos ecossistemas, e  os vírus vieram  como  resultado dessas  interações. 
Bactérias muito  primitivas aprenderam a fixar o nitrogênio do ar um bilhão de anos antes que o oxigênio livre pudesse   ser produzido  à  partir da fotossíntese das cianobactérias e permitisse a plena evolução dos seres mais complexos;   foi  assim  que  a   vida  começou  na Terra  a  partir  dos  microrganismos.

Devemos, pois, saber viver com sabedoria e  em equilíbrio com esses microrganismos, sem evitá-los de um modo exagerado e sabendo que, mais do que tentar combatê-los dentro do nosso organismo, é preciso aprender a preveni-los e a conviver  em harmonia com eles mantendo-os fora do nosso corpo e  utilizando  menos  os  antibióticos, que produzem efeitos colaterais e induzem  à  resistência  bacteriana. 
própria evolução dos seres vivos  está sendo vista  hoje,  menos como uma competição e mais como uma cooperação entre as variadas espécies e o nosso organismo  como uma verdadeira  simbiose entre células e bactérias.
Como bem diz a neurocientista  Candace Pert:  "as células brancas do sangue (sistema imunológico)  são  como pedacinhos  do  cérebro  flutuando  pelo  corpo".

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Doenças transmitidas por vetores



Vetores
Modo de Transmissão
Doenças / Sintomas
Rato
mordida, pulga e urina
Tifo, Peste e Leptospirose.
Mosca doméstica e varejeira
contaminação dos alimentos através das patas e do corpo
Febre Tifóide, Verminose e Gastroenterite.
Barata e formiga
contaminação dos alimentos através das fezes, das patas e do corpo
Febre Tifóide, Giardíase e outras doenças Gastrointestinais.
Mosquito
picada da fêmea
Dengue, Malária, Febre Amarela, Leishmaniose.
Escorpião
picada
Causa muita dor. Em crianças e idosos pode causar alterações cardíacas, coma e morte.

Como se cuidar das pragas do Carnaval


Algumas pessoas podem apresentar alergia devido a simples presença de alguns insetos e ácaros. As baratas por exemplo, são responsáveis por 30% das alergias humanas, resultado de um estudo feito nos Estados Unidos. Existem pessoas que são extremamente alérgicas a picadas de insetos, podendo inclusive chegar a um choque anafilático fatal com a simples picada de uma abelha. Algumas doenças são transmitidas por insetos que são chamados de vetores, como várias espécies de mosquitos que transmitem a malária, a febre amarela, a filariose, o dengue, entre outras doenças importantes e os barbeiros que transmitem a doença de chagas. Algumas moscas podem causar míiases, isto é, suas larvas crescem no tecido vivo tanto do homem como de outros animais, causando feridas e infecções secundárias.
Mas não são só os insetos os vilões desta história. Ratos transmitem a hantavirose, doença letal que vem acometendo pessoas de vários Estados brasileiros; os pombos transmitem a criptococose, fungo que cresce em suas fezes e que ocasiona uma micose que danifica os pulmões e o sistema nervoso central do homem. Transmitem também a psitacose, vírus que ocasiona febre alta e dores de cabeça. Os carrapatospodem causar dermatoses que ocasionam inflamação, prurido, edema e ulceração no local da picada; perda de sangue, condição séria com desenvolvimento de anemia nos animais fortemente infestados; otocaríase, infestação do canal auditivo pelos carrapatos, com possíveis infecções secundárias; toxemia e paralisias, causadas pela inoculação de saliva tóxica nos vertebrados.
Seguem algumas doenças transmitidas por animais:
ARBOVIROSES (doenças transmitidas por mosquitos e ácaros)
Arboviroses são doenças virais transmitidas para o homem por meio de artrópodes (insetos e aracnídeos). Estes vírus são denominados arbovírus.
As arborivores são extremamente complexas e envolvem vários hospedeiros vertebrados e invertebrados. No organismo do artrópode vetor, os vírus multiplicam-se sem causar-lhes qualquer dano. Os vírus são então transmitidos para o homem no ato do repasto sangüíneo.
Existem vários gêneros de arbovírus, onde citam-se alguns importantes:
Alphavirus – vírus das encefalomielites – transmitidos por mosquitos
Arenavirus – vírus Junin, causador da febre hemorrágica argentina e da febre hemorrágica boliviana – não existem evidências de que esses vírus sejam transmitidos por artrópodes.
Bunyavirus – agentes da encefalite da Califórnia e o vírus Oropouche, isolado na Ilha de Trinnidade responsável por várias epidemias no Pará, em 1961, 1967 e 1968.
Flavivirus – vírus da febre amarela e das encefalites russa e de Saint Louis.
Rhabdovirus – encerra vários vírus relacionados morfologicamente com o vírus da raiva, entre os quais cinco causadores da estomatite vesiculosa do gado bovino, sendo que quatro podem causar infecção no homem.
Somente quatro famílias de artrópodes hematófagos, são implicados como vetores naturais de arbovírus:Culicidae, Ceratopogonidae, Psychodidae e Ixodidae.
CRIPTOCOCOSE
A criptococose é uma micose, ocasionada pelo Cryptococcus neoformans, que atinge com mais freqüência os pulmões e o sistema nervososo central. Causa infecção no pulmão, rins, próstata, ossos ou fígado, demonstrando poucos sintomas localizados. Na pele podem aparecer lesões, tais como úlceras ou tumores subcutâneos. Provavelmente a forma de contaminação se dá pela inalação dos fungos contidos nas fezes de pombos e o contágio não acontece de pessoa para pessoa. Os pombos não são contagiados pelo fungo. Apesar do Cryptococcus neoformans ser encontrado com grande freqüência no ambiente, esta doença não é comum, ocorrendo casos esporádicos em todas as partes do mundo. Sugere-se que o homem possua uma resistência considerável a este fungo. No entanto, todas as raças são susceptíveis, e a probabilidade de um homem adulto adquirir a doença é duas vezes maior que nas mulheres. Cães, gatos, cavalos, vacas, macacos e outros animais também podem adquirir a doença.
Uma vez detectada a doença, o serviço de saúde pública deve ser imediatamente alertado. O paciente não necessita ficar isolado e os locais por ele utilizados devem ser investigados, principalmente ambientes com acúmulo de fezes de pombos tais como parapeitos de janelas, ninhos de pombos e aviários.
A criptococose é uma infecção oportunista em pacientes com AIDS e se não tratada pode levar à morte.
DENGUE
O dengue é uma doença transmitida pelo mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. A doença é acometida de febre aguda que se caracteriza por um início repentino, permanecendo por 5 a 7 dias. O doente apresenta dor de cabeça intensa, dores nas articulações e musculares, seguidas de erupções cutâneas 3 a 4 dias depois. Surge sob a forma de grandes epidemias, com grande número de casos.
Existem quatro tipos diferentes de sorotipos do vírus do dengue, denominados dengue 1, 2, 3 e 4. Algumas manifestações do dengue são hemorrágicas, isto é, o paciente apresenta hemorragia severa e choque. Nestes casos, após um período de febre, o estado do paciente piora repentinamente, com sinais de insuficiência circulatória, apresentando pele manchada e fria, lábios azulados e, em casos graves, diminuição da pressão do pulso. Instala-se então uma síndrome de choque do dengue podendo levar o paciente ao óbito. Os casos de dengue hemorrágico ocorrem mais freqüentemente quando o paciente é acometido pela segunda vez da doença, mas com exposição a diferentes sorotipos da doença.
ELEFANTÍASE (ver FILARIOSE)
ESQUISTOSSOMOSE
As pessoas que são infectadas pela esquistossomose normalmente não apresentam sintomas, entretanto, aquelas com sintomas podem apresentar a fase aguda ou a fase crônica. Na fase aguda as pessoas apresentam coceira no local por onde as cercárias penetraram. Febre, dores musculares, dor de cabeça, perda de apetite, emagrecimento, suor frio e dores de barriga podem ser ocasionados. O fígado fica levemente aumentado e dolorido quando se faz a palpação. Na fase crônica, o paciente pode apresentar três quadros distintos: o intestinal, com diarréia, cansaço, perda de apetite e barriga dolorida quando se faz a palpação; o hepato-intestinal os mesmos sintomas acima relatados aparecem, porém são mais acentuados, neste quadro o fígado fica com o volume aumentado e o quadro hepato-esplênico, quando fígado e baço apresentam lesões acentuadas. Este último é o quadro mais grave, onde o paciente apresenta varizes no esôfago, com sangue no vômito e nas fezes. A barriga fica aumentada e com líquido (barriga d’água).
FEBRE AMARELA
O mosquito do dengue Aedes aegypti também é responsável pela transmissão de um vírus chamado flavivirus que causa a febre amarela. No Brasil, a doença é endêmica nos Estados de Roraima, Amazonas, Pará, Maranhão, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no território do Amapá.
Os sintomas da febre amarela são mal estar e febre alta. Estando com estes sintomas, o paciente deve procurar imediatamente um médico pois a doença evolui rapidamente para náuseas, vômitos, hemorragias na boca, nariz e no aparelho digestivo, além da pele ficar com um tom amarelado (icterícia). A doença provoca lesões graves nos rins e fígado e pode levar a morte.
Quem viaja para regiões onde a doença é endêmica deve tomar vacina dez dias antes do embarque. A validade da vacina contra a febre amarela é de dez anos e ela pode ser encontrada gratuitamente nos postos de saúde.
FILARIOSE
A infecção causada pela presença do verme (helminto) Wuchereria bancrofti é denominada filariose ou elefantíase.
Grande parte da população infectada não apresenta qualquer sintomatologia clínica, passando, muitas vezes, a doença despercebida. Alguns pacientes apresentam sintomas leves, porém outros mostram deformações consideráveis que podem atingir gânglios e membros.
As formas adultas do verme são encontradas nos vasos linfáticos, induzindo a distorções, disfunções e inflamação do sistema linfático. Alojam-se, muitas vezes, no escroto causando graves deformações. A elefantíase, um aumento considerável e dor do órgão ou membro afetado, é um sinal clássico do estágio final da doença. Os vermes adultos vivem de 4-6 anos, dando origem a milhões de formas larvais, denominadas microfilarias, que circulam nos vasos linfáticos e sangue, de onde podem ser retirados pelos mosquitos e transmitidos a outras pessoas.
A doença é transmitida por várias espécies de mosquitos. No Brasil, a espécie Culex quinquefasciatus é o principal vetor. Esta espécie suga o sangue durante a noite e sua distribuição restringe-se a alguns Estados. Dentre as regiões que ainda apresentam ocorrência da doença listam-se: Recife, Jaboatão e Olinda (em Pernambuco) e em Maceió (Alagoas).
LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA
Transmitida pelo inseto vetor do gênero Lutzomyia, também conhecido como flebótomo, cuja fêmea pica um mamífero parasitado (animal) e ingere, juntamente com o sangue, os protozoários da leishmaniose (Leishmania braziliensis braziliensis). Esta transmite ao homem a doença inoculando as formas do parasita. O paciente infectado pode apresentar a forma benigna ou maligna da doença. Na forma benigna aparece uma lesão no local da picada com os bordos salientes. Na forma maligna ocorre a lesão primária e a lesão secundária. Nestes casos podem haver um comprometimento maior de grandes áreas de pele formando nódulos, pápulas ou crostas que podem vir a deformar o paciente.
MALÁRIA
A malária é um dos problemas mais sérios e complexos de saúde enfrentados pela humanidade no século 20. Aproximadamente 300 milhões de pessoas no mundo foram infectadas pela doença e aproximadamente 1 a 1,5 milhões de pessoas morrem a cada ano. A doença restringe-se atualmente a alguns países da África, Ásia e América Latina. O problema é agravado pela falta de estrutura na saúde e pelas condições socioeconômicas menos favorecidas. A situação piorou nos últimos anos, pois houve aumento na resistência dos parasitas às drogas normalmente utilizadas para seu controle.
A Malária é causada por um protozoário do gênero Plasmodium. Quatro espécies de Plasmodium podem ocasionar a doença em suas várias formas: Plasmodium falciparum, Plasmodium vivax, Plasmodium ovalee Plasmodium malaria. P. falciparum é a forma mais disseminada e perigosa das quatro. Quando não tratada pode levar a uma forma fatal de malária cerebral.
Os parasitas são transmitidos de uma pessoa para outra pela fêmea de três espécies do mosquito do gênero Anopheles. As fêmeas possuem hábito crepuscular e noturno, e depositam seus ovos em ambientes naturais onde empoçam água. As espécies deste gênero que possuem papel como vetores da malária são: Anopheles darlingi e Anopheles oswaldoi.
MÍIASESAs míiases são afecções causadas pela invasão de tecidos ou órgãos do homem ou de animais pelas larvas de dípteros (moscas).
ONCOCERCOSE
A oncocercose é uma doença parasitária crônica causada por um verme (nematodo) chamadoOnchocerca volvulus, transmitido por várias espécies do gênero Simulium (borrachudos). As principais manifestações são a presença de nódulos subcutâneos, lesões dermatológicas e secreções oculares que podem levar a cegueira. No Brasil a doença está restrita na área dos Yanomamis, que habitam os Estados de Roraima e Amazonas, onde vivem mais de dez mil índios.
PSITACOSE
A psitacose é uma doença infecciosa generalizada, ocasionada por um vírus denominado Chlamydia psittaci, que causa dores de cabeça, febre alta (40oC), calafrios, pulso lento e letargia. Casos letais são raros. A transmissão se dá pela inalação do vírus presente em fezes de aves contaminadas, tais como, papagaios, periquitos, pombos, perus e frangos. No entanto, a transmissão por aves não psitacídeos (periquitos e papagaios) é mais problemática e é uma fonte contínua de infecção humana. A transmissão do homem para o homem é rara mas pode ocorrer.
Como prevenção sugere-se quarentena e administração de tetraciclina a todos os psitacídeos importados. Deve-se ainda impedir o acesso de pombos nos parapeitos de janelas, telhados, etc.
SALMONELOSE
Os sintomas da salmonelose são dor abdominal aguda, diarréia, vômito e febre. O agente causador é uma bactéria do gênero Salmonella. O modo de transmissão se dá pela ingestão de alimentos contaminados, tais como ovos mal cozidos ou contato com fezes de animais (fezes de cães, gatos e aves em geral).
Caso apareça estes sintomas o paciente deve, imediatamente, procurar um médico.
TOXOPLASMOSE
A toxoplasmose é ocasionada por um protozoário, o Toxoplasma gondii, responsável por sintomas tais como dores musculares e um quadro de febre semelhante a gripe forte, porém, muitas vezes é assintomática. É uma doença importante para pessoas imunodeficientes e para o feto, que pode vir a morrer, ficar cego ou apresentar lesões cerebrais, caso a mãe contraia a infecção nos primeiros meses gestacionais. Em geral a doença é de evolução benigna,mas pode ser grave e ocasionar a morte, especialmente aos imunodeprimidos. A ocorrência da toxoplasmose é mundial e ataca tanto animais quanto o homem. Apesar da doença ser comprovadamente transmitida pelos gatos que liberam uma forma do protozoário (oocisto) nas fezes, especula-se que existam outras formas de contaminação, tais como a ingestão de carne mal cozida ou crua. Pombos, cães, porcos, carneiros, roedores entre outros animais parecem ser hospedeiros intermediários do Toxoplasma gondii.
Como medida de prevenção da doença sugere-se evitar contato com fezes de gatos e outros animais, bem como fezes de pombos e cozinhar bem a carne antes de ingerí-la.
TULARAREMIA
Doença transmitida por carrapatos devido infecção causada pela bactéria Pasteurella tularensis. São várias as espécies de carrapatos que podem transmitir esta doença: Dermacentor andersoni, D. variabilis, Amblyomma americanum, Rhipicephalus sanguineus entre outras.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Doenças transmitidas durante chuvas e enchentes

Aprenda a se proteger das doenças que as chuvas e enchentes podem causar: leptospirose, hepatite A, febre tifóide...


Em épocas de chuvas torrenciais, é importantíssimo ficar em estado de alerta com relação a riscos que as inundações podem causar à saúde.

Isso porque as águas que transbordam dos rios e bueiros entram em contato com a rede de esgoto, com animais portadores de doenças e seus excrementos (fezes e urina). Portanto, ficam contaminadas e criam oportunidades para a entrada de vírus, bactérias ou vermes pela pele, principalmente se houver feridas. Conheça as principais doenças e proteja-se...

Problemas de saúde

Leptospirose É transmitida por meio do contato da pele com água contaminada com urina de rato. Por meio de pequenas lesões na pele, a bactéria entra na corrente sangüínea e instala-se nos chamados músculos longos (como o da batata da perna). Se o tratamento não for imediato, pode atingir pulmões e rins, provocando a morte.

Os sintomas são dores de cabeça e muscular, febre alta, calafrios e fraqueza. Esses sintomas surgem, em geral, de 10 a 14 dias depois do contato com a bactéria. Pele amarela significa estágio avançado da doença. Por isso, diante de qualquer sinal, não se automedique e procure um médico imediatamente.

Hepatite A Essa doença causa problemas no fígado e é transmitida por meio da ingestão de água contaminada pelo seu vírus. Trata-se de uma doença altamente transmissível, ou seja, passa de uma pessoa para outra por saliva, sangue e contato sexual. Náuseas, febre, falta de apetite, fadiga, diarreia e icterícia são os sintomas mais comuns.

Febre tifóide Causada pela bactéria “salmonella typhi”, que também pode estar nas águas das enchentes. É uma doença rara, mas mortal.

O contágio só ocorre com a ingestão de água ou alimentos contaminados. Sintomas: dor de cabeça, febre que aumenta e diminui, vômito, falta de apetite, diarréia e intestino preso (alternadamente), fraqueza e problemas cardíacos, entre outros.

Salmonela e cólera
Seus sintomas são diarréia e desidratação; e sua transmissão acontece também através da ingestão de água contaminada.

Além delas, micoses e infecções gastrointestinais completam a lista de doenças provocadas pela ingestão de alimentos e água infectadas.

Dicas de prevenção

- Para evitar problemas, durante e depois da enchente, tente ter o mínimo de contato possível com a água contaminada e mantenha os alimentos protegidos dela. Beba somente água filtrada ou fervida e nunca reaproveite a da enchente.

- Proíba que as crianças brinquem em áreas alagadas.

- Se a água invadiu a casa, jogue fora os alimentos perecíveis (frutas e legumes)

- Após a chuva, comece rapidamente a limpeza dos locais atingidos pela água e pela lama, protegendo-se com botas e luvas.

- Aproveite também para lavar as caixas d’água, misturando um copo de água sanitária em 20 litros de água. Esvazie, tire a lama, jogue a mistura e aguarde 30 minutos. Encha com água limpa, esvazie novamente e volte a encher. Só então, pode utilizar a água. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Doenças causadas por fungos e bactérias

Medidas gerais de controle
As medidas gerais de controle das doenças são principalmente preventivas, e a principal é o uso de mudas sadias. Plantas ou mudas atacadas devem ser eliminadas.
Outras medidas fitossanitárias preconizadas são:
  • Escolher áreas novas para plantio;
  • Usar sistema de rotação de culturas, introduzindo na área, depois do morango, outras culturas que possam dispensar a irrigação (milho, mandioca, batata-doce, entre outras);
  • Lavar e higienizar o material utilizado na propriedade (implementos, ferramentas, caixarias, etc) com uma solução desinfetante à base de hipoclorito de sódio a 2.5% de cloro ativo e restringir, ao máximo, as visitas de pessoas às lavouras;
  • Utilizar cultivares resistentes às doenças;
  • Retirar e destruir semanalmente plantas ou partes delas com sintomas das doenças;
  • Usar mudas sadias, visto que grande parte das doenças são introduzidas na lavoura quando plantadas mudas infectadas;
  • Diminuir a dispersão dos patógenos protegendo as culturas do respingo de gotas de água e interferir no início da infeção, restringindo a duração do molhamento foliar;
  • Definir o controle químico sob a orientação de técnicos habilitados para recomendar este tipo de tratamento;
  • Usar adubação de acordo com o recomendado para a cultura;
  • Colher os morangos com manuseio mínimo e resfriamento rápido, até 2 horas após a colheita.
  • Utilizar pesticidas com registro para a cultura (Tabela 1).
Manchas Foliares
Mancha de Micosferela
A Mancha de Micosferela também conhecida como "pinta", "mancha-das-folhas" e "micosferela", conforme a região, é uma das doenças mais comuns do morangueiro, podendo ser encontrada em todas as regiões onde a cultura é praticada. É causada pelo fungoMycosphaerella fragariae (Tul.). Lindau, e ataca principalmente os folíolos. Inicialmente forma pequenas manchas, arredondadas, de coloração púrpura. Posteriormente, as manchas se desenvolvem, ficando com cor marrom clara com o centro acinzentado. Sob condições favoráveis, as manchas podem se juntar evoluindo para toda a folha. Além das folhas, o fungo pode infectar os pecíolos, cálices e frutos, porém nestes, é pouco comum.
Controle: Utilizar as práticas gerais de controle. O controle químico deve ser feito com aplicação de fungicidas registrados para a cultura do morangueiro. Os fungicidas cúpricos têm apresentado bom controle da doença. Os fungicidas organos-sintéticos devem ser receitados com os devidos alertas quanto aos cuidados de uso (dosagens, período de carência, técnicas de aplicação, riscos de intoxicação), além de evitar a presença de resíduos de fungicidas nos morangos colhidos. Os fungicidas registrados atualmente (2004) para o controle desta doença, são dodine, oxicloreto de cobre e tiofanato metílico.
Mancha de Diplocarpon
A "Mancha-de-Diplocarpon" é muitas vezes confundida com a "Mancha de Micosferela". É causada pelo fungo Diplocarpon earliana (Ell. et Ev.) Wolf. Também é referida como "escaldadura foliar". A doença pode atacar, além das folhas, os pecíolos, pedúnculos, cálices florais e estolões. Manifesta-se por manchas irregulares de coloração purpúrea, sem o centro branco presente na micosferela.
Controle: Uso das medidas gerais de controle. No controle químico são utilizados fungicidas registrados e indicados para o controle desta doença, citando-se: dodine e o tiofanato metílico.
Mancha de Dendrofoma
A mancha de dendrofoma é também conhecida como "Crestamento das Folhas", esta doença é considerada de importância secundária para a cultura do morangueiro. É causada pelo fungo Dendrophoma obscurans (Ell. et Ev.) H.W. Anderson, e ocorre no final do ciclo, principalmente em folhas velhas e quando as temperaturas são mais elevadas. São manchas arredondadas que podem atingir 5 a 25 mm de diâmetro, com o centro marrom ou castanho circundado por uma zona purpúrea.
Controle: Utilizar as medidas gerais de controle.
Mancha Angular
A mancha angular é também conhecida como "mancha bacteriana", esta doença é causada pela bactéria Xanthomonas fragariae Kennedy & King. Inicialmente aparecem pequenas manchas angulares, encharcadas, de coloração verde-clara na face inferior dos folíolos. As lesões aumentam seu tamanho, tornam-se visíveis, apresentando manchas irregulares, marrom-avermelhadas, revestidas por um exsudado da bactéria na face inferior da folha. A disseminação da doença é feita através de mudas contaminadas, sendo favorecida por outros meios, como água da chuva e irrigação.
Controle: Utilizar as medidas gerais de controle. O controle químico tem pouca eficiência.
Oídio
Esta doença é causada pelo fungo Sphaerotheca macularis, embora alguns autores mencionem o agente causal como S. humilii. É muito freqüente em climas quentes e úmidos. Manifesta-se sob a forma de manchas esbranquiçadas pulverulentas inicialmente na face inferior das folhas, de forma e distribuição irregular sobre as folhas, estolões, flores e frutos. As folhas atacadas murcham, enrolam-se em direção à nervura central, secam e caem. Esta doença também afeta os frutos que inicialmente se apresentam descoloridos e manchados.
Controle: Além das medidas gerais, deve-se dar destaque ao uso de mudas fiscalizadas e mais tolerantes ao oídio, e o uso de fungicidas do grupo dos IBE e estrobilurinas.
Podridões de Caules e Raízes
Antracnose
Esta doença se caracteriza por apresentar manchas necróticas, deprimidas, de cor escura, nos estolões, pecíolos folhas e frutos. É provocada por várias espécies de Colletotrichum, dentre as quais são citadas C. fragariaeC. acutatum e C. gloeosporioides (Glomerella cingulata). Nas plantas infectadas é verificado apodrecimento seguido de coloração marrom no rizoma, daí ser também chamada de "doença de chocolate". Os frutos colonizados pelo patógeno desenvolvem uma podridão seca e escurecem mumificando os frutos imaturos e apodrecendo totalmente os frutos maduros, às vezes pela invasão dos tecidos por outros agentes patogênicos. Em condições mais favoráveis de temperatura amena e alta umidade, pode-se observar sobre as lesões uma massa rósea característica do fungo. Os conídios contidos nesses locais são dispersados para outras plantas pelo respingo de gotas de chuva.
Controle: Recomenda-se adotar as medidas gerais de controle de doenças. Além disto, para diminuir a incidência desta doenças é importante utilizar mudas produzidas em solos livres da doença, em locais isolados ou afastados das lavouras destinadas à produção de frutos.
Podridões das Raízes
São causadas por um complexo de fungos do solo como: Fusarium sp., Rhizoctonia sp,.Cylindrocladium sp. e Phytophthora sp, entre outros, que poderão estar associados a nematóides e a outros microorganismos. No sistema radicular podem aparecer lesões necróticas pardas e, com o avanço da doença, os tecidos podem se desprender com facilidade.
Controle: As medidas de controle que têm maior efeito para a redução de perdas causadas por estas doenças são o uso de mudas sadias, o plantio em solo sem infestação prévia ou onde tenha sido feita a rotação de culturas, a drenagem adequada e o uso de variedades tolerantes aos fungos do solo.
Podridão por Phythophthora
Esta doença, causada pelo fungo Phytophthora fragariae e P. cactorum, ocorre com maior intensidade em solos pesados e sujeitos a encharcamento e se dissemina no solo pelo escorrimento de água e pelo movimento de solo. Pode afetar o centro das raízes, onde se constata uma cor avermelhada, e os frutos, em qualquer estádio de desenvolvimento, podendo atacar, ainda, o cálice e pedúnculos. A coloração interna das raízes se observa na primavera e é característica nas plantas com infecção inicial. Os frutos atacados podem assumir uma cor marrom e apresentar um sabor amargo.
Controle: Às práticas gerais de controle, acrescenta-se o uso de canteiros altos e bem nivelados. Em situações de ocorrência de manchas com plantas doentes, recomenda-se o uso de fungicidas específicos para fungos deste grupo.
Podridão por Rhizoctonia
Causada pelo fungo Rhizoctonia solani Kühn, esta doença causa a morte das raízes finas e o escurecimento da raiz principal e, em infecções mais graves, causa a podridão da coroa e a morte das plantas. A infecção pode atingir as gemas terminais e os frutos, causando a decomposição e a coloração marrom-clara nos tecidos.
Controle: Os fungicidas indicados para o controle da podridão por Rhizoctonia são pouco eficazes e para reduzir as perdas recomenda-se otimizar o manejo da cultura. O isolado T15 do Trichoderma viride da Embrapa Uva e Vinho controla este patógeno.
Murcha de Verticillium
A Murcha de Verticillium é causada pelo fungo Verticillium alboatrum, a "murcha de verticillium" é uma das principais doenças de morangueiro. Manifesta-se, inicialmente, nas folhas periféricas mais velhas com sintomas de murcha, que evoluem para o crestamento e morte da planta. No pecíolo destas folhas surgem lesões escuras, relativamente profundas. A touceira da planta afetada pode morrer, ou então, permitir novas brotações em que as folhas se desenvolvem pouco, deixando a touceira "repolhuda".
Controle: Além das medidas gerais de higiene, dar ênfase ao uso de cultivares tolerantes e à seleção de áreas não contaminadas. Entre os raros fungicidas registrados e indicados para o controle desta doença, citam-se os benzimidazóis
Doenças que afetam os Frutos
As lesões nos frutos são causadas por vários microorganismos que podem depreciar os morangos no aspecto comercial como também no aspecto de segurança alimentar. As podridões manifestam-se no campo, durante o transporte, armazenamento e a comercialização dos frutos.
Para a redução das perdas causadas por estas doenças, além das medidas gerais preconizadas para a instalação e condução da lavoura, é importante manter o controle da irrigação e evitar encharcamento do canteiro. Recomenda-se o emprego de práticas adequadas que impeçam o contato direto dos frutos com o solo. A cobertura dos canteiros com lona plástica ou material inerte de origem vegetal evita as condições de alta umidade que favorecem o desenvolvimento dos fungos de solo. Por outro lado, será indispensável que a cobertura das plantas nos túneis baixos cubra completamente as plantas nos dias de chuva.
Mofo Cinzento
É causado pelo fungo Botrytis cinerea Pers. & F. sendo também chamado de "botritis", "podridão seca", ou "mofo cinzento", devido ao bolor de cor cinza característico que se forma sobre a lesão. Este fungo coloniza as folhas e cálices como agente endofítico e, nesses tecidos, inicia a infecção da flor e dos frutos e a produção dos conídios, que são estruturas de disseminação. Trata-se de uma doença bastante comum, que afeta mais de 300 espécies de plantas, podendo afetar os frutos em qualquer estádio de desenvolvimento, provocando o apodrecimento. Infeções iniciais podem se originar de restos de outras plantas contaminadas. O fungo tem uma fase de infecção latente nos frutos, o que faz com que frutos aparentemente sadios na colheita desenvolvam a podridão durante o período de pós-colheita.
Controle: As medidas de controle baseiam-se no uso de cultivares mais resistentes ao patógeno, com morangos firmes e resistentes ao manuseio de colheita e a limpeza e destruição semanal de folhas, flores e frutos com sintomas. O uso do fungo Gliocladium roseum, (Clonostachis rosea) agente de controle biológico, provou exercer controle desta doença. Entre os fungicidas registrados e indicados para o controle do Mofo Cinzento, citam-se: iprodiona, oxicloreto de cobre, procimidona e o tiofanato metílico.
Podridão por Rhizopus
Causada pelo fungo Rhizopus nigricans Ehr., esta doença ocorre preferencialmente em pós-colheita, durante o processo de comercialização, embora raramente apareça na lavoura. É também conhecida como "Podridão Mole", pois o fruto apresenta-se mole, aquoso, com extravasamento do conteúdo celular.
Controle: A diminuição das perdas causadas por esta podridão é obtida com a proteção das plantas com o manejo equilibrado dos nutrientes e cobertura plástica pois a incidência aumenta em frutos que sofreram o molhamento pela chuva ou irrigação.
Podridão de frutos pela Antracnose
Os agentes desta doença, tanto o fungo Colletotrichum fragariaeC. acutatum e C. gloeoporioides /Glomerella cingulata, como Gloeosporium sp., de modo geral se desenvolvem em condições de umidade e temperatura elevadas, e os sintomas foram descritos previamente.
Controle: A diminuição das perdas causadas por esta podridão é obtida com o uso de mudas sadias, com a eliminação semanal das partes doentes das plantas e com a proteção das plantas com a cobertura plástica e, pois a incidência aumenta em frutos que sofreram o molhamento pela chuva ou irrigação.

terça-feira, 8 de março de 2011

Doenças transmitidas pelo beijo

É o que alerta o Ministério da Saúde, o beijo na boca trás risco de contrair doenças, sobretudo sífilis.
A enfermidade é mais conhecida como uma doença sexualmente transmissível (DST), mas que também pode ser transmitida pela saliva, por causa de pequenas feridas na boca.
A transmissão da sífilis pelo beijo vai depender da fase da doença, já que a ferida aparece apenas em um segundo momento. A ferida nem sempre está na parte de fora dos lábios, o que prejudica a identificação de pessoas infectadas.
Caso as feridas estejam localizadas no pênis ou na vagina, a sífilis pode ser transmitida por meio de relação sexual sem camisinha.
A cada ano, são registrados quase 1 milhão de novos casos de sífilis no Brasil. A recomendação é utilizar sempre o preservativo – inclusive durante o sexo oral – e ficar atento para feridas na boca de parceiros.
Agora fica a dica: nesse carnaval brinque, se divirta, mas, pense nas conseqüências, se previna. Carnaval passa rápido, são apenas alguns dias de diversão, sua saúde, é para a vida toda.